Case Study · Vivo · UX + Dados + CRO

Como criamos um
Framework
UX-CRO na Vivo

Em muitos times de produto, UX e dados ainda funcionam como disciplinas paralelas. Aqui está como estruturamos um processo que conectou design, analytics e experimentação dentro de um mesmo fluxo de trabalho.

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4x
Objetivos do framework
6
Etapas do processo
A/B+
Testes estruturados
ICE
Score de priorização
O problema

Aprendizados fragmentados.
Times paralelos.

Quando UX e CRO não trabalham dentro de um mesmo processo, algo comum acontece: os aprendizados ficam isolados e perdem força.

Com o crescimento das iniciativas de otimização e análise de comportamento dos usuários, alguns desafios começaram a aparecer no dia a dia do time de produto da Vivo.

Resultados de testes A/B nem sempre eram reutilizados em novas iniciativas. UX e CRO trabalhavam muitas vezes em fluxos paralelos, e as hipóteses de melhoria nem sempre estavam conectadas diretamente com dados de comportamento.

Na prática, isso impactava dois pontos importantes: a eficiência do processo de experimentação e a qualidade das decisões baseadas em dados.

Estudos e análises espalhados em diferentes documentos e ferramentas
Resultados de testes A/B nem sempre reutilizados em novas iniciativas
UX e CRO trabalhando em fluxos paralelos e desconectados
Hipóteses sem conexão direta com dados de comportamento
Ausência de um diretório estruturado de aprendizados do produto
Objetivos

O que o framework
precisava resolver

O framework foi criado com quatro objetivos principais, todos voltados a tornar o processo de experimentação mais eficiente e conectado.

🗂️

Organizar e centralizar estudos

Criar um diretório estruturado onde pesquisas, análises de comportamento e resultados de testes pudessem ser documentados e consultados pelo time com facilidade.

Aumentar a eficiência dos testes

Estruturar um processo claro para geração de hipóteses e execução de experimentos, reduzindo retrabalho e acelerando o ciclo de aprendizado do time.

🔗

Aproximar UX e CRO

Conectar análise de comportamento, experiência do usuário e métricas de negócio dentro de um mesmo fluxo de trabalho — sem disciplinas paralelas.

📐

Fortalecer decisões baseadas em dados

Garantir que melhorias de produto fossem guiadas por evidências de comportamento real dos usuários, não por intuição ou urgência do momento.

O framework em prática

As telas do processo
construído

Do mapeamento dos problemas no workshop à visualização do fluxo principal no FigJam — veja como o framework ganhou forma.

Framework de Processo CRO Framework de Processo CRO - Step 01 Antes do Workshop, mostrando as etapas de priorização, levantamento de dados e hipóteses
Framework UX-CRO · FigJam Board Framework UX-CRO no FigJam Board - Fluxo principal, métricas de experiência, matriz CSD e backlog de testes
O processo

As 6 etapas
do framework

Cada etapa representa um momento dentro do ciclo de análise e experimentação, do dado bruto ao aprendizado documentado.

Etapa 01Reunião de dados iniciais

Reunir todas as informações disponíveis sobre o comportamento dos usuários: dados de analytics, pontos de abandono, métricas de conversão e feedbacks qualitativos. Essa etapa identifica os principais problemas e oportunidades na jornada.

AnalyticsComportamentoPontos de abandonoFeedbacks qualitativos
Etapa 02Analytics Map da jornada

Com base nos dados coletados, estruturamos um mapa da jornada mensurável, conectando telas, eventos, interações do usuário e métricas associadas. O objetivo é entender claramente onde medir e onde estão as maiores oportunidades de otimização.

Journey MapEventosTracking PlanMétricas associadas
Etapa 03Análise comportamental

Analisar o comportamento dos usuários com profundidade: funil de conversão, pontos de drop-off, interação com elementos da interface e segmentação de usuários. Esse momento é essencial para transformar dados em insights acionáveis para o produto.

Funil de conversãoDrop-offHeatmapSegmentação
Etapa 04Construção de hipóteses

Com os insights identificados, o time estrutura hipóteses seguindo uma lógica clara: Problema identificado → hipótese → experimento. Por exemplo: usuários abandonam o fluxo de contratação porque o formulário possui muitas etapas — reduzir campos pode aumentar a taxa de conclusão.

ICE ScorePriorizaçãoHipótese validada
Etapa 05Planejamento de testes A/B

Com as hipóteses priorizadas, define-se qual será a variação testada, quais métricas serão analisadas, qual é o público do experimento e qual ferramenta de experimentação será utilizada. Essa estruturação garante testes mensuráveis e comparáveis.

VariaçãoMétricas de análisePúblico-alvoFerramenta de teste
Etapa 06Coleta e documentação

Após a execução dos testes, os resultados são organizados em um diretório estruturado de experimentos — hipótese testada, variações implementadas, resultados e aprendizados gerados. Um repositório de conhecimento do produto que evolui continuamente.

Repositório de testesData StoryAprendizados documentados
Fluxo principal · Framework UX-CRO · Vivo
🎯
Business Goal
OKRs
🗺️
Journey Map
Medição
📡
Tracking Plan
Eventos
🔍
Behavior Analysis
Comportamento
💡
Hipóteses
ICE Score
🔬
Experimentos
CRO / A/B
📈
Feedback
Resultados
📚
Learnings
Iteração

Métricas de experiência monitoradas

Abandono de carrinho
Tempo médio p/ ROI
Número de clicks
Taxa de retorno
Heatmap / Zoning
Net Promoter Score

Testes realizados no backlog

Simulador Escolha de Planos A/B/C
Storytelling Checkout Controle
Campanha E-mail Checkout Pós
Banner Home Camp2.0
Cor Botão CTA Multivariável
Impacto

O que mudou
com o framework

Mais do que um processo de experimentação, o framework ajudou a construir uma base estruturada de aprendizado sobre o comportamento dos usuários.

🗂️

Organização dos estudos

Análises, pesquisas e resultados de experimentos centralizados em um diretório único, acessível e consultável por todo o time.

♻️

Redução de retrabalho

Hipóteses passaram a ser geradas com base em aprendizados anteriores documentados, evitando que o time repetisse experimentos já realizados.

🔭

Visibilidade dos experimentos

Maior clareza sobre o que estava sendo testado, em qual etapa, com quais métricas e quais resultados foram obtidos em cada ciclo.

🤝

Integração UX, dados e CRO

Times antes paralelos passaram a compartilhar uma linguagem e um fluxo de trabalho comum, acelerando decisões e alinhamentos.

📈

Otimização consistente

Evolução mais previsível e sustentável das iniciativas de otimização, com cada experimento alimentando o próximo ciclo de aprendizado.

🧠

Cultura de dados

Melhorias de produto passaram a ser guiadas por evidências reais de comportamento do usuário — não por intuição ou urgência do momento.

"

Experimentação e design orientado por dados dependem principalmente de processos claros que conectem dados, hipóteses e decisões de produto.

— Reflexão final do case UX-CRO Vivo

Explore o fluxo
completo no Figma

Acesse o board interativo com todos os componentes do framework: fluxo principal, Matriz CSD, backlog de testes, métricas de experiência e passo a passo de execução.

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